<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:geo="http://www.w3.org/2003/01/geo/wgs84_pos#" xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/"
	>

<channel>
	<title>Discutindo com Torero</title>
	<atom:link href="http://discutindocomtorero.wordpress.com/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://discutindocomtorero.wordpress.com</link>
	<description>Análises, comentários e piadinhas sobre a produção do jornalista José Roberto Torero</description>
	<lastBuildDate>Mon, 08 Dec 2008 03:02:34 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-br</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.com/</generator>
<cloud domain='discutindocomtorero.wordpress.com' port='80' path='/?rsscloud=notify' registerProcedure='' protocol='http-post' />
<image>
		<url>http://s2.wp.com/i/buttonw-com.png</url>
		<title>Discutindo com Torero</title>
		<link>http://discutindocomtorero.wordpress.com</link>
	</image>
	<atom:link rel="search" type="application/opensearchdescription+xml" href="http://discutindocomtorero.wordpress.com/osd.xml" title="Discutindo com Torero" />
	<atom:link rel='hub' href='http://discutindocomtorero.wordpress.com/?pushpress=hub'/>
		<item>
		<title>José Roberto, ele mesmo e Torero</title>
		<link>http://discutindocomtorero.wordpress.com/2008/12/07/jose-roberto-ele-mesmo-e-torero/</link>
		<comments>http://discutindocomtorero.wordpress.com/2008/12/07/jose-roberto-ele-mesmo-e-torero/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 08 Dec 2008 01:58:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>febraite</dc:creator>
				<category><![CDATA[Torero Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[audiovisual]]></category>
		<category><![CDATA[auto-crítica]]></category>
		<category><![CDATA[ego]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[humor]]></category>
		<category><![CDATA[Ira]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[morte]]></category>
		<category><![CDATA[retrospectiva]]></category>
		<category><![CDATA[torero]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://discutindocomtorero.wordpress.com/?p=291</guid>
		<description><![CDATA[Há coisas que nunca poderemos fazer com nós mesmos. Nunca poderemos nos ver pessoalmente (ver realmente, em carne e osso, sem ser imagem do espelho ou vídeo), nunca conseguiremos nos beijar ou dançar com a gente mesmo. E se entrevistar é uma delas: deve ser curioso para qualquer jornalista saber como você se portaria em [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=discutindocomtorero.wordpress.com&amp;blog=4652881&amp;post=291&amp;subd=discutindocomtorero&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://discutindocomtorero.wordpress.com/2008/12/07/jose-roberto-ele-mesmo-e-torero/"><img src="http://img.youtube.com/vi/MQLX-LTmTm4/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p>Há coisas que nunca poderemos fazer com nós mesmos. Nunca poderemos nos ver pessoalmente (ver realmente, em carne e osso, sem ser imagem do espelho ou vídeo), nunca conseguiremos nos beijar ou dançar com a gente mesmo. E se entrevistar é uma delas: deve ser curioso para qualquer jornalista saber como você se portaria em uma entrevista feita por si mesmo.</p>
<p>Pois Torero conseguiu. Graças aos recursos áudio-visuais e à criatividade, Torero se incluiu como convidado para o programa de entrevistas Cantos Gerais &#8211; O canto de Torero.</p>
<p>Torero foi a primeira <span style="text-decoration:underline;">pessoa</span> a ser entrevistada para o programa, porém foi o último programa a ir ao ar. Isso porque todos os outros convidados eram coisas inanimadas, como o amor, a pizza, a vagina ou até mesmo a boneca Barbie.</p>
<p>Esse Torero Entrevista cujo entrevistado é o próprio Torero não é diferente dos outros: uma linguagem jocosa, que fica ainda mais engraçada com expressão séria do jornalista, que faz perguntas gerais, sempre com trocadilhos dependendo de quem é o convidado. Dessa vez, o teor é auto-crítico, pois Torero pergunta a si mesmo como foi fazer o programa. É, com certeza, um texto completamente metalingüístico, revertendo sempre a si mesmo, como o óbvio do que se esperava numa entrevista com o próprio &#8220;eu&#8221;.</p>
<p>Aqui, não vemos apenas Torero conversando consigo mesmo, mas principalmente Torero conversando com o &#8220;eu&#8221;. Esse &#8220;eu&#8221; não é só a pessoa Torero e sim um &#8220;eu&#8221; de cada um, como se nós estivéssemos conversando com nosso eu da mesma forma que o entrevistador. Temos a sensação, enquanto vemos a entrevista, de como seria se estivéssemos conversando conosco.</p>
<p>É nesse ultimo programa da série que Torero se auto pergunta sobre o porquê de fazer um programa como Cantos Gerais. E a resposta, é claro, é a vaidade por si mesmo: o jornalista coloca em questão o ego que faz todos quererem aparecer na tv. Os outros motivos também circulam na pessoa de Torero: ser amado (todos fazem obras para serem amados e elogiados, novamente o ego presente), influir e vencer a morte. Sobre influir, esse é um tema que encaixa muito bem na vaidade das pessoas e no jornalismo. O jornalismo, tido como profissão que será formadora de opinião, traz em seu nome uma carga que afeta diretamente no ego: quem não quer que sua opinião seja aceita e acatada em praticamente tudo? Ser um gerador de opinião faz do jornalismo uma profissão muito atraente. Torero não foge desse atrativo quando dá, como um dos motivos de fazer o programa, o ato de influir como algo chamativo.</p>
<p>Porém, nesses motivos que o jornalista se explica como importantes para a realização de Cantos Gerais, apenas o último foi vitorioso. Torero acredita que ter sua imagem gravada em um programa, que poderá ser visto mesmo depois que ele já tenha falecido (nem que seja no mesmo dia de sua morte, como uma homenagem), é de certa forma uma maneira de vencer a morte. Como a própria morte disse em outro &#8220;Torero Entrevista&#8221;, quando ela foi a convidada, o objetivo de todos é ser imortal.</p>
<p>A entrevista é cheia de piadas que servem tanto para envaidecer quanto para mostrar o lado de auto-censura. Essa última é feita com recursos que desmistificam o ego. A auto -crítica vem desde começo, quando Torero diz que, pelo fato do programa &#8220;não ter uma verba muito farta&#8221;, o  convidado não é uma pessoa muito interessante. No meio da entrevista, Torero também diz que o programa seria melhor se tivesse sido feito por um cara bom, mostrando novamente a modéstia ou a crítica a si mesmo. O estranho é que o entrevistado, sendo também o alvo da crítica, não se ofende quando Torero se critica. Acho que, se um entrevistado fala mal do entrevistador, o último teria pelo menos uma resposta mais seca pronta para rebater e se defender. Então, creio que teria sido mais convincente se Torero dissesse algo como &#8221; Perai, agora você tá ofendendo meu trabalho&#8221; ou coisa do gênero, como se a ofensa não viesse dele e sim de qualquer outro entrevistado. Isso, inclusive, mostraria como nós não aceitamos opiniões que, muitas vezes, vêm da gente mesmo. Mas acredito que não era objetivo de Torero dar essa impressão ou suscitar divagações: ele estava entrevistando ele, e pronto. Sem falar que não haveria motivo do entrevistador se zangar, já que no começo ele também diz que o entrevistado não é lá grande coisa. Ficaria uma briga interna que tiraria o foco da entrevista. A crítica, que não cai apenas em si, mas também sobre o programa (Torero até cita a equipe que se atrasava), serve principalmente como arma para fazer o humor.</p>
<p>Os comentários sobre outros programas trazem uma espécie de retrospectiva com pequenas frases, em forma de trocadilho, sobre outras entrevistas. Citações como &#8220;A (entrevista) do pênis foi bem penetrante&#8221; formam o diálogo sobre os programas anteriores.</p>
<p>Em contraponto com a auto-crítica, há  a vaidade e o orgulho próprio que permeia a relação do entrevistado e do entrevistador. Tanto que, no fim da entrevista, vemos uma bajulação de um pelo outro, que antecede uma discussão de Torero com ele mesmo.</p>
<p>Elogios, vaidade ou auto-censura, a entrevista de Torero por Torero é bem feita por mostrar exatamente essa relação dúbia que todos tem consigo mesmo: nunca nos amamos completamente, pois sempre colocamos nossos atos em cheque ou criticamos ações passadas; em compensação, nunca nos odiamos completamente, pois há em todos uma força de egoísmo e auto-apreciação iminentes. Embora o literal seja impossível, de certa forma estaremos, sempre, nos entrevistando.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/discutindocomtorero.wordpress.com/291/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/discutindocomtorero.wordpress.com/291/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/discutindocomtorero.wordpress.com/291/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/discutindocomtorero.wordpress.com/291/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/discutindocomtorero.wordpress.com/291/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/discutindocomtorero.wordpress.com/291/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/discutindocomtorero.wordpress.com/291/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/discutindocomtorero.wordpress.com/291/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/discutindocomtorero.wordpress.com/291/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/discutindocomtorero.wordpress.com/291/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/discutindocomtorero.wordpress.com/291/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/discutindocomtorero.wordpress.com/291/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/discutindocomtorero.wordpress.com/291/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/discutindocomtorero.wordpress.com/291/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=discutindocomtorero.wordpress.com&amp;blog=4652881&amp;post=291&amp;subd=discutindocomtorero&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://discutindocomtorero.wordpress.com/2008/12/07/jose-roberto-ele-mesmo-e-torero/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="http://1.gravatar.com/avatar/70d8eee7818d30fa6696ed46cdb58286?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">febraite</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Comentando comentários de Torero sobre comentários</title>
		<link>http://discutindocomtorero.wordpress.com/2008/12/07/comentando-comentarios-de-torero-sobre-comentarios/</link>
		<comments>http://discutindocomtorero.wordpress.com/2008/12/07/comentando-comentarios-de-torero-sobre-comentarios/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 07 Dec 2008 23:54:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vandsonlima</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog do Torero]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://discutindocomtorero.wordpress.com/?p=274</guid>
		<description><![CDATA[Caso alguém ainda não saiba, os comentários feitos por leitores em um blog são de responsabilidade do blogueiro. Este está, inclusive, passível de sofrer ações judiciais, caso alguém se sinta ofendido por algo que um de seus estimados leitores escreveu. Por isso, muitos optam por uma política de mediação, onde comentários precisam passar pelo crivo do dono do [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=discutindocomtorero.wordpress.com&amp;blog=4652881&amp;post=274&amp;subd=discutindocomtorero&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caso alguém ainda não saiba, os comentários feitos por leitores em um blog são de responsabilidade do blogueiro. Este está, inclusive, passível de sofrer ações judiciais, caso alguém se sinta ofendido por algo que um de seus estimados leitores escreveu.</p>
<p>Por isso, muitos optam por uma política de mediação, onde comentários precisam passar pelo crivo do dono do espaço – o que leva alguns a taxarem o pobre blogueiro de fascista ou coisas que o valham.</p>
<p>O próprio Torero já declarou a respeito: “o problema do internauta é que ele se sente no direito de ser mal-educado no blog, não têm pudores em xingar abertamente, como se o esse espaço fosse algo menor, já que ele poderia ter um também”.</p>
<p>Se já é difícil aprovar, imagina comentar as explanações alheias. Torero, ainda que nos últimos tempos tenha se mostrado mais inclinado a tal empreendimento, é normalmente sucinto ao responder às manifestações, perguntas, crises de carência múltipla e provocações que lhes são enviadas.</p>
<p>Sim, não, talvez, não acredito nisso, são comentários recorrentes de Torero sobre várias questões abordadas pelos leitores. Em muito, porque talvez tudo que haja para ser dito já esteja em seus textos, e alguns se neguem a entender. Criam-se enormes polêmicas em torno de uma colocação simples (vide o texto polemiquinha, do blog). Comenta-se pouco textos com afirmativas firmes, como últimas palavras (também do blog). É difícil prever a lógica da interatividade. Até onde um escrito clama pela réplica do leitor?</p>
<p>Bom, nós não sabemos. Este blog, salvo eventuais visitas de Renatoesuateoriadesutiãsepeitos e do próprio Torero, é normalmente lido por nós mesmos, numa incursão quase masturbativa de auto-análise crítica. Se há táticas para trazer a interatividade, não sabemos quais são, mas andaram me contando que deixar perguntas no ar é uma técnica bastante eficiente. Eis que vos pergunto: É mesmo?</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/discutindocomtorero.wordpress.com/274/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/discutindocomtorero.wordpress.com/274/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/discutindocomtorero.wordpress.com/274/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/discutindocomtorero.wordpress.com/274/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/discutindocomtorero.wordpress.com/274/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/discutindocomtorero.wordpress.com/274/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/discutindocomtorero.wordpress.com/274/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/discutindocomtorero.wordpress.com/274/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/discutindocomtorero.wordpress.com/274/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/discutindocomtorero.wordpress.com/274/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/discutindocomtorero.wordpress.com/274/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/discutindocomtorero.wordpress.com/274/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/discutindocomtorero.wordpress.com/274/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/discutindocomtorero.wordpress.com/274/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=discutindocomtorero.wordpress.com&amp;blog=4652881&amp;post=274&amp;subd=discutindocomtorero&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://discutindocomtorero.wordpress.com/2008/12/07/comentando-comentarios-de-torero-sobre-comentarios/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
	
		<media:content url="http://1.gravatar.com/avatar/1ceb78747489881cf7158e3bba57e4a9?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">vandsonlima</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Carta ao leitor</title>
		<link>http://discutindocomtorero.wordpress.com/2008/12/07/carta-ao-leitor/</link>
		<comments>http://discutindocomtorero.wordpress.com/2008/12/07/carta-ao-leitor/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 07 Dec 2008 23:33:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vanessa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog do Torero]]></category>
		<category><![CDATA[Colunas da Folha de São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[coluna]]></category>
		<category><![CDATA[forma]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[leitor]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://discutindocomtorero.wordpress.com/?p=254</guid>
		<description><![CDATA[Caro leitor, Este texto será um pouco diferente dos demais. É para você, leitor articulado e informado sobre esportes. Ou para a leitora que acompanha as emocionantes rodadas de futebol à la Velho Oeste. Ou para aquelas crianças (algumas não tão novas assim, fato) que viajam ao lado do sobrinho imaginário de José Roberto Torero [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=discutindocomtorero.wordpress.com&amp;blog=4652881&amp;post=254&amp;subd=discutindocomtorero&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro leitor,</p>
<p>Este texto será um pouco diferente dos demais. É para você, leitor articulado e informado sobre esportes. Ou para a leitora que acompanha as emocionantes rodadas de futebol à la Velho Oeste. Ou para aquelas crianças (algumas não tão novas assim, fato) que viajam ao lado do sobrinho imaginário de José Roberto Torero em suas aventuras no tempo e espaço. É também para quem adorou ou detestou os curtas, o filme e a produção audiovisual de Torero. </p>
<p>Mas por quê, vocês iriam perguntar? E eu lhes respondo: porque Torero, em sua máxima de evitar as obviedades do jornalismo (principalmente do esportivo), utiliza largamente a interlocução e eu, na posição de uma mera estudante e crítica de Torero por alguns meses, resolvi me valer desse recurso. Mas quais são os motivos desse uso? Poderia listá-los aqui e o esperto leitor e a experiente leitora certamente saberão escolher a alternativa que mais lhe agrada. </p>
<p>1) Um texto metalingüístico possui, por razões até então não decifradas, um grande apelo </p>
<p>Estudante-e-projeto-de-jornalista, você não gosta dos bastidores da notícia, uma matéria que mostra como uma matéria é feita? Se você respondeu não mas tem uma leve simpatia por &#8220;Profissão Repórter&#8221;, sinto lhe informar mas você é um mentiroso. Imagine, leitor, que Torero muda, no meio da leitura, os rumos da narrativa. A impressão é de que o texto está sendo moldado de acordo com a reação de quem lê. Se até o primeiro parágrafo você não gostou do texto, calma! Torero dá um jeito de alterar essa situação. </p>
<blockquote><p>&#8220;Usando túnicas celestes, surgem homens destemidos como Maldonadus e Recifius, famosos por sua valentia. E isso sem falar de Aristizábalo e Maurinhus, combatentes que, inclusive, já lutaram no exército inimigo. As duas hostes se aproximam lentamente do centro da arena, levantam suas espadas e&#8230; Não, não, a comparação não ficou boa. É melhor tentar outra coisa. Pensemos numa cena de faroeste: A cidade está em silêncio. Todas as janelas estão fechadas. Um rolo de palha seca cruza a poeirenta rua central&#8221; trecho de <em>O Duelo</em>, in Folha de S. Paulo, 19/09/03</p></blockquote>
<p>E isso acontece repetidas vezes. Quando as idéias se esgotaram, Torero comenta que Lelê, seu sobrinho imaginário, poderia substituí-lo na coluna da semana, como já fez diversas vezes. Ou então Torero traria Zé Cabala, suas histórias e personagens. A preocupação na escrita de um comentário é tão grande que vira quase o comentário em si. </p>
<p>Mas atente, leitor! Mais do que uma coluna confessional, isso é um truque para driblar a mesmice do jornalismo esportivo. Seria como uma análise que utiliza a ferramenta empregada naquilo que está sendo analisado. </p>
<p>2) Para incluir o leitor</p>
<p>Claro que ninguém escreve para não ser lido. Ninguém faz um filme para não ser visto. Para Torero, é mais que apenas ser percebido, é pressupor a participação do leitor nessa empreitada. A &#8220;Toreroteca&#8221; do <a href="http://blogdotorero.blog.uol.com.br/">blog </a>, os textos dos internautas <a href="http://blogdotorero.blog.uol.com.br/domingo/">postados semanalmente aos domingos </a>, a linguagem impessoal, os comentários das postagens e as enquetes são apenas algumas das ferramentas usadas para incluir você, querido leitor, no que Torero faz. Ao se ver no texto, o leitor se interessa mais. Sim, um ímpeto de egocentrismo natural a todos os bípedes com polegares opositores. Mas que funciona (vide os inúmeros comentários do blog).        </p>
<p>É bom imaginar que o jornalista do outro lado do texto pensou em vocês, admiradores do caderno esportivo, para redigir os parágrafos. E Torero pensa, sim, em vocês. Ou pelo menos, finge que pensa. Torero também prepara o leitor para o que virá em seguida. É um anúncio que fica engraçado e dá a noção de que o jornalista está aí na sua frente, e não que aquele texto foi escrito horas antes de você abrir as páginas do jornal. </p>
<blockquote><p>&#8220;Caro leitor, cara leitora, sentem-se confortavelmente. vou contar-lhes uma história&#8221; <em>Anãozinho, o quase gigante </em>in Folha de S. Paulo, 02/08/02</p></blockquote>
<p>É aqui também que o jornalista se firma em uma suposta resposta, escrevendo o texto de acordo com a reação que o leitor imaginado por ele teria. Sabe aquele tipo de texto que necessita de um resposta imediata? Esse tipo mesmo, em que a frase seguinte responde a anterior, simulando uma resposta do leitor.   </p>
<blockquote><p>&#8220;O leitor deve conhecer algum cara meio feio e muito tonto, mas tão seguro de si que acaba sempre namorando as moças mais interessantes. Sim, eles são odiosos&#8221; <em>Fiiiiiiiiiiiiiu&#8230; Pou!</em> in Folha de S. Paulo, 06/06/03]</p></blockquote>
<p>Claro que isso implica em uma condição: a participação de terceiros. Se você não quiser participar, ou simplesmente não estiver afim de, o texto pode soar um tanto pretensioso demais. </p>
<p>4) Para dar voz a entidades que provavelmente não se pronunciariam no blog/coluna/vídeo*</p>
<p><span style="font-weight:normal;">Ricardo Teixeira, Deus, o Diabo e a Barbie conversam com Torero. Tá, isso não é verdade, mas e daí? Por vezes, é difícil delimitar o que é verdade do inventado em Torero. Mas uma coisa é certa: há sempre uma crítica a se fazer (mesmo que esteja contida em uma suposta carta de Ricardo Teixeira aos leitores da Folha). Torero se desculpa com os leitores. Mas não tanto. </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight:normal;">&#8220;PS: Aos leitores que piamente acreditaram nas palavras acima, lembro que hoje é o dia 1º de abril&#8221; <em> Carta aberta ao torcedor</em> in Folha de S. Paulo, 01/04/03</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight:normal;">Ricardo Teixeira é motivo de reclamação de uma carta de Torero supostamente destinada ao ministro do Trabalho, por uma interferência do presidente da Confederação Brasileira de Futebol na sua área humorística. </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight:normal;">&#8220;(&#8230;) é com grande pesar que vejo o senhor Ricardo Teixeira, presidente da Confederação Brasileira de Futebol, intrometer-se em nossa área. Sim, senhor ministro, porque outra não pode ter sido sua intenção ao dizer que a Copa do Brasil deste ano pode vir a ser disputada por 128 clubes. Creio, portanto, não ser preciso provar que isso é uma piada e que, sendo uma piada, não poderia sair de sua boca sem, pelo menos, a chancela de um humorista responsável&#8221; <em>Carta ao ministro do Trabalho</em> in Folha de S. Paulo, 22/02/2000</span></p></blockquote>
<p>Agora me responda, esperto leitor. Essa não é uma crítica (com humor, mas ainda sim uma crítica)? Se sim, por que não tem uma grande repercussão quanto uma crítica aberta teria? Porque críticas assim não são levadas a sério. As entrevistas com entes, objetos e sentimentos dos episódios de &#8220;Cantos Gerais&#8221; que Torero participou são, como <a href="http://discutindocomtorero.wordpress.com/category/torero-entrevista/">apontou nosso colega de blog</a>, uma maneira de expor as opiniões sem dar a cara pra bater. Ou de se posicionar sem levantar reações negativas. </p>
<blockquote><p>&#8220;Caro colunista. Ordeno que você publique essa carta na próxima terça-feira, dia 14 de abril. O motivo é muito simples: é o dia do aniversário de 86 anos do Meu time de coração, o Santos Futebol Clube&#8221;  <em>Um aniversário divino </em>in Folha de S. Paulo, 14/04/98</p></blockquote>
<p>Este é um fragmento de um e-mail que o santista Torero diz ter recebido de &#8220;deus@ceu.com&#8221;. O texto segue com um breve histórico do Santos, sob a voz de Deus. Imagine agora que um colunista esportivo da Folha resolva defender seu time em detrimento dos demais? Revolta, balbúrdia, bombardeamento de cartas dos leitores e torcedores dos outros times. Mas como não foi ele que falou, está tudo certo. Quatro anos mais tarde, a contraposição de Deus se pronunciaria para reclamar um espaço novamente para o time de coração, o Santos. </p>
<blockquote><p>&#8220;Sendo assim, aviso-lhe faltam poucas prestações para que o Santos resgate sua dívida e volte ser um vencedor. Aí, com mil eus!, voltarei a ser mais um torcedor aqui das profundezas, um torcedor que, como você e como tantos outros, quer apenas ver o Santos sendo campeão. É tudo. Aceite, por favor, um caloroso abraço deste seu futuro anfitrião, Lúcifer&#8221;  <em>Um aniversário infernal</em> in Folha de S. Paulo, 12/04/02</p></blockquote>
<p>*está certo, provavelmente não se pronunciariam porque alguns não têm sua existência comprovada.</p>
<p>5) Para falar sem dizer o mesmo</p>
<blockquote><p>&#8220;O que você prefere, glutão leitor? O que é que mais gosta, faminta leitora? Comer a mesma comida todos os dias ou variar? Se você não é um leão, uma hiena ou um gaúcho, certamente preferirá a segunda opção. No entanto, se o assunto é esporte, nós, os brasileiros, somos monocultores, monocórdicos e monótonos. Só queremos saber de futebol&#8221;  <em>Peixe cru e queijo mofado</em> in Folha de S. Paulo, 04/08/03</p></blockquote>
<p>Como falar de esporte sem citar o futebol, no país que não foi o criador da modalidade, mas que vive de futebol a semana inteira? Em <a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/esporte/fk0408200311.htm">&#8220;Peixe cru e queijo mofado&#8221;</a>, há esse questionamento. Ser jornalista esportivo no Brasil já é complicado. Basta dar uma olhada nas páginas de esporte dos ditos grandes jornais e comparar o espaço dedicado ao futebol e a qualquer outro. Agora, ser um comentarista de futebol por tantas rodadas sem fazer textos idênticos (mudando apenas o resultado e times) parece quase impossível. </p>
<p>Neste ponto, a forma adquire sim uma importância no jornalismo. Trabalhar com ela é fundamental para não dar aos jornais a mesma cara de manual de redação.     </p>
<blockquote><p>&#8220;&#8230;aposto que há vezes em que você nem passa os olhos por estas páginas esportivas. Ou, se passa, dá apenas uma olhada rápida nas notícias sobre seu time. Aposto que há dias em que você acorda um tanto mais sério e prefere ler o Clóvis Rossi, os editoriais, e os últimos acontecimentos no Brasil e no mundo. No dia do atentado ao WTC, por exemplo, só um fanático procuraria saber se o seu zagueiro tinha recebido o terceiro cartão amarelo. O esporte, nestes dias, fica relegado à sua desimportância. Pois confesso que comigo se dá o mesmo&#8221;<em> Seda chinesa</em> in Folha de São Paulo, 02/04/02 </p></blockquote>
<p>E a impessoalidade do jornalismo, cadê? Ele fica lá em um cantinho, junto com os demais textos jornalísticos, esportivos. Sim, aqueles que você apenas passa o olho sem efetivamente ler. </p>
<p>Até uma outra hora. </p>
<p>Atenciosamente.</p>
<p>V.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/discutindocomtorero.wordpress.com/254/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/discutindocomtorero.wordpress.com/254/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/discutindocomtorero.wordpress.com/254/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/discutindocomtorero.wordpress.com/254/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/discutindocomtorero.wordpress.com/254/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/discutindocomtorero.wordpress.com/254/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/discutindocomtorero.wordpress.com/254/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/discutindocomtorero.wordpress.com/254/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/discutindocomtorero.wordpress.com/254/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/discutindocomtorero.wordpress.com/254/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/discutindocomtorero.wordpress.com/254/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/discutindocomtorero.wordpress.com/254/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/discutindocomtorero.wordpress.com/254/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/discutindocomtorero.wordpress.com/254/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=discutindocomtorero.wordpress.com&amp;blog=4652881&amp;post=254&amp;subd=discutindocomtorero&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://discutindocomtorero.wordpress.com/2008/12/07/carta-ao-leitor/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="http://1.gravatar.com/avatar/73495b149dde27b18a171a7f0448c4bb?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">vmaeji</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>A Ira</title>
		<link>http://discutindocomtorero.wordpress.com/2008/12/07/a-ira/</link>
		<comments>http://discutindocomtorero.wordpress.com/2008/12/07/a-ira/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 07 Dec 2008 23:25:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vandsonlima</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Ira]]></category>
		<category><![CDATA[sarcasmo]]></category>
		<category><![CDATA[vaidade]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://discutindocomtorero.wordpress.com/?p=256</guid>
		<description><![CDATA[Ao leitor preguiçoso, desde já fique avisado: tratarei aqui do livro Xadrez, Truco e Outras Guerras (Ira), que é obviamente de José Roberto Torero &#8211; caso você tenha chegado agora e ainda não saiba, este blog é sobre o trabalho dele. Mas, se você não sabe disso, que diabos está fazendo aqui?  Voltando, leitor: olha só, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=discutindocomtorero.wordpress.com&amp;blog=4652881&amp;post=256&amp;subd=discutindocomtorero&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ao leitor preguiçoso, desde já fique avisado: tratarei aqui do livro Xadrez, Truco e Outras Guerras (Ira), que é obviamente de José Roberto Torero &#8211; caso você tenha chegado agora e ainda não saiba, este blog é sobre o trabalho dele. Mas, se você não sabe disso, que diabos está fazendo aqui? </p>
<p>Voltando, leitor: olha só, se você não leu o livro, ou se não tem paciência para ler sobre coisas que desconhece, o que evidentemente é culpa sua, pule para o próximo post e seja feliz, se conseguir. E se a maneira como tais condições estão sendo colocadas te ofendem, tanto melhor. Este é um livro sobre a ira dos homens.</p>
<p>Segundo volume da Coleção Plenos Pecados, da Editora Objetiva, a obra apresenta um cenário que, ainda que livremente inspirado na Guerra do Paraguai, poderia ser atribuído a qualquer guerra, pois não há, ao contrário de outros livros de Torero (como Chalaça) nenhum compromisso com o rigor histórico. E sua intenção é esta mesmo: mostrar o caráter ordinário da ação humana frente às decisões que dão rumo a nosso curso na Terra, e como normalmente estas são mais influenciadas por nosso desejo de reconhecimento do que pelos motivos alegados nas entrelinhas oficiais.</p>
<p>O Rei, que decide pela guerra não por ira aos invasores, mas por amor ao poder que, caso assim não agisse, estaria ameaçado; o General, que vai ao front não por ira aos inimigos, mas pela estima ao renome que adquirira em outros tempos; o Coronel, que invade o país vizinho essencialmente pela cobiça de títulos e uma eventual subida de cargo.</p>
<p>A obra, que se insere entre as mais “escuras” e densas de Torero, traz em sua linha narrativa um texto criado em vias de sarcasmo cruel, onde a mulher que recebe carta da morte do marido chora sua dor enquanto, em regozijo, nota passagens que exaltam a coragem do falecido para as vizinhas.</p>
<p>O humano sempre movido não pela causa primeira, mas pelo interesse escuso. O aflorar da ira se alimenta, em grande parte, da vaidade dos homens (outro pecado), combustível que os atira às frentes de batalha, onde os mandantes observam e os subordinados buscam a glória anônima, em vôos cegos estimulados pela glória do porvir.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/discutindocomtorero.wordpress.com/256/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/discutindocomtorero.wordpress.com/256/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/discutindocomtorero.wordpress.com/256/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/discutindocomtorero.wordpress.com/256/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/discutindocomtorero.wordpress.com/256/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/discutindocomtorero.wordpress.com/256/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/discutindocomtorero.wordpress.com/256/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/discutindocomtorero.wordpress.com/256/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/discutindocomtorero.wordpress.com/256/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/discutindocomtorero.wordpress.com/256/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/discutindocomtorero.wordpress.com/256/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/discutindocomtorero.wordpress.com/256/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/discutindocomtorero.wordpress.com/256/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/discutindocomtorero.wordpress.com/256/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=discutindocomtorero.wordpress.com&amp;blog=4652881&amp;post=256&amp;subd=discutindocomtorero&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://discutindocomtorero.wordpress.com/2008/12/07/a-ira/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="http://1.gravatar.com/avatar/1ceb78747489881cf7158e3bba57e4a9?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">vandsonlima</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>A última impressão é a que fica</title>
		<link>http://discutindocomtorero.wordpress.com/2008/12/03/a-ultima-impressao-e-a-que-fica/</link>
		<comments>http://discutindocomtorero.wordpress.com/2008/12/03/a-ultima-impressao-e-a-que-fica/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 03 Dec 2008 18:54:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vanessa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Curtas-metragens]]></category>
		<category><![CDATA[audiovisual]]></category>
		<category><![CDATA[escolha]]></category>
		<category><![CDATA[expectativa]]></category>
		<category><![CDATA[humor]]></category>
		<category><![CDATA[morte]]></category>
		<category><![CDATA[realidade]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://discutindocomtorero.wordpress.com/?p=241</guid>
		<description><![CDATA[A morte. O que seria o fim, para Torero é um motivo para produzir conteúdo. Tema recorrente em sua obra, ora é o ponto central, ora o ponto de partida – chegando a ser, inclusive, a protagonista da história. As abordagens têm em comum o humor, em gradações diferentes, e a sinceridade, que por vezes [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=discutindocomtorero.wordpress.com&amp;blog=4652881&amp;post=241&amp;subd=discutindocomtorero&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A morte. O que seria o fim, para Torero é um motivo para produzir conteúdo. Tema recorrente em sua obra, ora é o ponto central, ora o <a href="http://www.portacurtas.com.br/Filme.asp?Cod=670">ponto de partida</a> – chegando a ser, inclusive, a <a href="http://www.youtube.com/watch?v=1stg2lxEagI">protagonista da história</a>. As abordagens têm em comum o humor, em gradações diferentes, e a sinceridade, que por vezes chega a ser desconcertante.</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://discutindocomtorero.wordpress.com/2008/12/03/a-ultima-impressao-e-a-que-fica/"><img src="http://img.youtube.com/vi/Ysdjv4QHT_w/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p>No curta-metragem “Morte.”, um casal simpático de idosos decide, passo-a-passo, os preparativos para sua morte. Note-se que, enquanto o <a href="http://www.portacurtas.com.br/Filme.asp?Cod=68">amor</a> é uma exclamação, a <a href="http://www.portacurtas.com.br/Filme.asp?Cod=1513">morte</a> se resume a um ponto final. O sinal gráfico nesse caso indica também a concepção tradicional que temos dela, aspecto que Torero procura refutar o máximo possível. Até ela, a morte, pode ser abordada de maneira divertida, como atesta Torero.</p>
<p>A brincadeira reside justamente em colocar o absurdo em relação a ela, como a própria preocupação do casal em deixar tudo pronto para o dia que morrerem, a procura por novidade ao escolher o leito e o túmulo ou a escolha de uma estátua de mármore por ter mais vida que uma de bronze.</p>
<p>“E essas daqui?”, pergunta a simpática senhora. “Eu fico mal de roxo”, diz o homem. Compra de camisetas? Não, escolha das flores do caixão. Para este, aliás, a decisão foi similar à compra de um carro em uma concessionária. Um que seja resistente, o que daria um caráter mais definitivo a coisa toda, mas bonitinho e com dois anos de garantia. Eles também ensaiam o velório, como se fosse o de um casamento.</p>
<p>Torero desconstrói, através de seu casal de velhinhos, a idéia de que a morte, embora tenha seus sofrimentos, deva obrigatoriamente ser levada a sério. “Sem falar que é muito batido”, diria um dos personagens sobre o tradicional na morte. O casal em questão se pergunta se algo alegre demais seria adequado para a ocasião. É o questionamento do que eles interiorizaram como norma e agora refutam. Para o espectador, é o incômodo ao ver como um casal pode administrar sua morte como quem faz uma compra de supermercado.</p>
<p>Questionado pela mulher se um túmulo com plantas seria adequado à necessidade por algo mais vivo que estátuas, o marido responde “mas é difícil de manter”. Essa não é uma resposta pontual e se liga à idéia do final do curta de o que fazer nesse intervalo entre nascer e morrer</p>
<p>Isso não exclui o medo, que no curta usa figurinos diversos. A procura por tantos detalhes com caixão, túmulo, testamentos, objetos e velório vira uma forma de tentar adiar o dia que baterão o cartão pela última vez. Como se a consciência e estar preparado fossem suficientes para contorná-la; representariam uma fuga de encarar o medo diante do desconhecido – que não é morrer, já que isso é certo que aconteça, mas a morte. Mas o casal consegue transformar aquilo que era uma desvantagem, ou seja, o receio da morte, em algo que possa ser proveitoso – mesmo que a diversão venha da escolha de seu próprio túmulo.</p>
<p>O curta inteiro traz um esboço de sorriso e não risadas abertas. Primeiro, por causa do tema, e segundo porque as piadas não são escancaradas. Residem mais no humor obtido no absurdo, na quebra de expectativa. O tom irreverente se dá quando o casal está na igreja, para decidir qual seria a música ideal – o músico, que tem traços sádicos e guarda suas particularidades, é o garoto-propaganda da Bombril. Aqui, novamente é o esquisito que dá o humor. O músico traz uma estranheza, que sempre nos diverte quando não assusta. O prazer que teria em tocar para eles seria, no mínimo, incoerente, já que não iriam ouvir de qualquer forma – ele, claro, pede pagamento adiantado pelo serviço. Além disso, prazer e morte não é uma associação das mais comuns.</p>
<p>O único momento de não-riso é quando eles adotam a postura natural que as pessoas têm diante da morte. Em tom confessional, o foco sai das escolhas que se fazem (aspecto mais externo) para as emoções e o que está sendo dito. A impotência de decidir quando ocorrerá a morte, mesmo tendo consciência que ela virá, um dia, deixa os velhinhos de ombros encolhidos.</p>
<p>A vida sim é o problema central dos velhinhos, que passaram ocupar parte dela com a morte. Eles arrastam um viver cheio de dúvidas, cuja síntese está na frase final da produção. “E o que a gente faz até lá?”, ou seja, a vida? O curta termina, sem indicar na tela, com reticências.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/discutindocomtorero.wordpress.com/241/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/discutindocomtorero.wordpress.com/241/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/discutindocomtorero.wordpress.com/241/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/discutindocomtorero.wordpress.com/241/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/discutindocomtorero.wordpress.com/241/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/discutindocomtorero.wordpress.com/241/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/discutindocomtorero.wordpress.com/241/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/discutindocomtorero.wordpress.com/241/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/discutindocomtorero.wordpress.com/241/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/discutindocomtorero.wordpress.com/241/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/discutindocomtorero.wordpress.com/241/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/discutindocomtorero.wordpress.com/241/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/discutindocomtorero.wordpress.com/241/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/discutindocomtorero.wordpress.com/241/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=discutindocomtorero.wordpress.com&amp;blog=4652881&amp;post=241&amp;subd=discutindocomtorero&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://discutindocomtorero.wordpress.com/2008/12/03/a-ultima-impressao-e-a-que-fica/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
	
		<media:content url="http://1.gravatar.com/avatar/73495b149dde27b18a171a7f0448c4bb?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">vmaeji</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Torero é um viciado</title>
		<link>http://discutindocomtorero.wordpress.com/2008/11/28/torero-e-um-viciado/</link>
		<comments>http://discutindocomtorero.wordpress.com/2008/11/28/torero-e-um-viciado/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 28 Nov 2008 22:19:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>febraite</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas da Folha de São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Telejogo]]></category>
		<category><![CDATA[videogame]]></category>
		<category><![CDATA[Winning Eleven]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://discutindocomtorero.wordpress.com/?p=227</guid>
		<description><![CDATA[  Sim. O grande jornalista que analisamos até agora é um dependente. E a bomba não é atual, não! Desde o começo do ano passado, José Roberto Torero entrou em um vício destruidor. Ao contrário do que fez Torero, não deixarei os leitores realmente achando que se trata de drogas até quase o fim do [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=discutindocomtorero.wordpress.com&amp;blog=4652881&amp;post=227&amp;subd=discutindocomtorero&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> </p>
<p>Sim. O grande jornalista que analisamos até agora é um dependente. E a bomba não é atual, não! Desde o começo do ano passado, José Roberto Torero entrou em um vício destruidor.</p>
<p>Ao contrário do que fez Torero, não deixarei os leitores realmente achando que se trata de drogas até quase o fim do texto. A droga poderosa tem nome e botões: se chama &#8220;Winning Eleven&#8221;, uma série de jogo de futebol lançada para vários videogames, incluindo o Playstation.</p>
<p>Torero, em uma das suas Colunas da Folha, admite o vício sem, no entanto, abrir o jogo de que se trata de um videogame. O texto de Torero usa a linguagem de maneira muito divertida, se aproveitando da sonoridade das palavras para diversos trocadilhos muito bem empregados. Como exemplo, no começo da coluna, ele se refere ao leitor como &#8220;vicioso leitor e viçosa leitora&#8221;. Ou em outro trecho muito bem feito, onde Torero abre o jogo sobre a deferida &#8220;droga&#8221;: &#8220;esta perversa droga não tem nada a ver com bolinhas, mas tem bola. Não tem nada a ver com crack, mas tem craques.&#8221;</p>
<p>Torero descreve como conheceu o jogo do Playstation como se ele realmente fosse uma droga apresentada por seu concunhado. Todos os estágios de um típico começo de vício foram citados: achar que só usaria uma vez, que era só para experimentar, para depois perceber que procurou a pessoa que lhe oferecia droga outras vezes, até chegar a um ponto que o viciado consegue sua droga sozinho, direto com os traficantes (ou melhor, <em>fabricantes</em> de jogos) e entra no vício. Até aí, não sabemos do que se trata, Mas, levando em conta que lemos a Coluna da Folha escrita por Torero, o leitor já espera que a dita droga seja alguma coisa relacionada com futebol.</p>
<p>O que mais chama atenção na maneira com que Torero escreve é como ele transforma a descrição de pessoas que gostam de videogame em uma narrativa tipicamente de viciados. Conta que há muitos que se deixaram levar pelo vício, que sabem métodos de uso diferentes (óbvio, quem joga muito saberá truques que um jogador iniciante desconhece), que um amigo, chamado Basílio, ficava madrugada adentro consumindo com os amigos a ponto da esposa dar vexame implorando para que voltasse para casa. É engraçado perceber que realmente um jogo de videogame pode fazer com que alguns sintomas se apresentem muito parecidos com algumas drogas. Arrisco dizer que qualquer coisa que gostemos o suficiente para ficarmos por horas, madrugadas e não conseguirmos parar de usar ou fazer, apresenta sintomas típicos: felicidade, momentos de euforia e excitação.</p>
<p>O texto, que nos intriga cada vez mais (queremos saber que droga é essa que está deixando homens acordados por madrugadas inteiras) é gradativo como , porque não dizer, uma droga: começa explicando, vai falando curiosidades sobre pessoas que consumiram, casos de pessoas que chegaram ao vício máximo, até o personagem principal (o que nos conta) ser tomado pelo vício, que atrapalha suas atividades do dia-a-dia (quando Torero diz que a droga não o deixa trabalhar) e admite o vício para, quem sabe, procurar cura. Esse é o momento que não agüentamos mais, queremos saber de que droga se trata. Estamos na abstinência de explicações. E aí, Torero faz nossa vontade e nos dá a dose que queremos, a explicação humorística de tudo o que ele havia dito, apresentando a perigosa substância como um jogo do Playstation.</p>
<p>A partir daí, Torero divaga sobre o jogo. Para explicar, o &#8220;Winning Eleven&#8221;, criado em 1995, se tornou um dos mais famosos jogos de videogame do mundo. Todos os anos há uma nova versão contendo as informações acerca do futebol do mundo real. No jogo, podemos escalar times, comprar atletas e, claro, pilotar jogadores. As versões saem, inicialmente, no Japão, para depois iram para a América e Europa, onde ganham outras versões com adaptações específicas, como ligas e jogadores de cada lugar.</p>
<p>Torero compara o atual e verossímil &#8220;Winning Eleven&#8221; ao &#8220;Telejogo&#8221;, criado em 1977, que possui apenas um botão e um gráfico absolutamente simples. Ele considera a vantagem do jogo atual ser mais bonito e ter como praticar sozinho. Mas considera o &#8220;Telejogo&#8221; menos aleatório, dependendo menos do acaso. Há uma particularidade no &#8220;Winning Eleven&#8217; que, creio eu, explica essa impressão que Torero tem de achar que o &#8220;Telejogo&#8221; dependia menos do acaso: a física.  No jogo antigo, você manipulava os jogadores e a bola ficava mais estática. Já no &#8220;Winning Eleven&#8221;, obedecendo aos movimentos de uma bola real, ela não fica &#8220;grudada&#8221; nos pés dos jogadores quando estes se movimentam, ficando muito mais difícil de manipular os lances.</p>
<p>Tarados por futebol, Torero deu uma dica de um novo vício para vocês. O que ainda estão fazendo no computador?</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/discutindocomtorero.wordpress.com/227/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/discutindocomtorero.wordpress.com/227/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/discutindocomtorero.wordpress.com/227/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/discutindocomtorero.wordpress.com/227/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/discutindocomtorero.wordpress.com/227/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/discutindocomtorero.wordpress.com/227/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/discutindocomtorero.wordpress.com/227/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/discutindocomtorero.wordpress.com/227/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/discutindocomtorero.wordpress.com/227/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/discutindocomtorero.wordpress.com/227/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/discutindocomtorero.wordpress.com/227/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/discutindocomtorero.wordpress.com/227/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/discutindocomtorero.wordpress.com/227/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/discutindocomtorero.wordpress.com/227/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=discutindocomtorero.wordpress.com&amp;blog=4652881&amp;post=227&amp;subd=discutindocomtorero&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://discutindocomtorero.wordpress.com/2008/11/28/torero-e-um-viciado/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
	
		<media:content url="http://1.gravatar.com/avatar/70d8eee7818d30fa6696ed46cdb58286?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">febraite</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Os propósitos de enumerar</title>
		<link>http://discutindocomtorero.wordpress.com/2008/11/26/os-propositos-de-enumerar/</link>
		<comments>http://discutindocomtorero.wordpress.com/2008/11/26/os-propositos-de-enumerar/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 26 Nov 2008 22:22:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vanessa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog do Torero]]></category>
		<category><![CDATA[Colunas da Folha de São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[coluna]]></category>
		<category><![CDATA[enumerar]]></category>
		<category><![CDATA[futebol]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[publicidade]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://discutindocomtorero.wordpress.com/?p=215</guid>
		<description><![CDATA[Para um leitor preguiçoso ou apressado, elencar pontos de argumentação é uma das maneiras mais eficientes de ser lido. Se somarmos àquele prazer excêntrico por listas, a enumeração dá uma dinâmica à leitura que chama o leitor para o texto. Afinal, a compulsão pelos 100 melhores &#8220;x&#8221; (livros, álbuns, cenas de sexo) e as listas [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=discutindocomtorero.wordpress.com&amp;blog=4652881&amp;post=215&amp;subd=discutindocomtorero&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para um leitor preguiçoso ou apressado, elencar pontos de argumentação é uma das maneiras mais eficientes de ser lido. Se somarmos àquele prazer excêntrico por listas, a enumeração dá uma dinâmica à leitura que chama o leitor para o texto. Afinal, a compulsão pelos 100 melhores &#8220;x&#8221; (livros, álbuns, cenas de sexo) e as listas das 5 &#8220;z&#8221; (melhores músicas para ouvir chorando ou para ouvir nas manhãs de domingo) – que ganhou impulso com Rob Fleming, em Alta Fidelidade, do escritor Nicky Hornby – é deliciosa (inútil por vezes, mas divertida).</p>
<p>Separar traz ainda uma liberdade maior para mudar de abordagem entre um argumento e outro, mantendo o mesmo tema. Seria esse o fim das conjunções e advérbios? Creio que não seja essa a proposta de Torero, mas o jornalista/escritor/cineasta sabe utilizar o mecanismo de enumerar de forma eficiente e com diferentes propósitos. No caso de Torero, os itens enumerados não dizem respeito a preferências, mas trazem ou os seus argumentos ou dividem os assuntos de maneira que o leitor consiga passar pelo texto sem tropeçar nos excessos de palavras.</p>
<p>Algumas das enumerações de Torero:</p>
<p>1) Para fazer resenhas de livros. Em &#8220;O livro que estou lendo&#8221;, texto postado em seu <a href="http://blogdotorero.blog.uol.com.br/">blog </a>em 29/10/2008, traz o porquê ele não gostou, até o momento que escreveu o texto, do livro &#8220;Quando Nietzsche Chorou&#8221;, de Irvin D. Yalom, embora ele tenha alguns méritos, que Torero expõe nos tópicos. Nesse caso, as argumentações enumeradas dão uma agilidade ao restante do texto, que é corrido.</p>
<p>2) Para explicar futebol. Em &#8220;Abecês de A, B e C&#8221; (Blog do Torero, dia 06/10/2008), o jornalista opta por falar das séries A, B e C do Campeonato Brasileiro iniciando as frases apenas por essas letras. É uma forma de organizar visualmente o texto e, ao mesmo tempo, dar um toque diferente dos demais textos disponíveis sobre futebol. As opiniões aqui devem se apoiar em algo sólido para se manterem, já que o espaço argumentativo é limitado aos pequenos tópicos. Torero utiliza dados como o número de gols de determinado jogador ou time para dar aporte a suas posições e à expectativa que tem dos campeonatos.</p>
<p><a href="http://discutindocomtorero.files.wordpress.com/2008/11/numeros.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-220" title="numeros" src="http://discutindocomtorero.files.wordpress.com/2008/11/numeros.jpg?w=300&#038;h=290" alt="numeros" width="300" height="290" /></a>3) Para convencer o leitor. &#8220;Linha de passe&#8221; (Blog do Torero, 19/09/2008) começa com a breve confissão de Torero de que foi ao cinema disposto a não gostar do filme citado no título. A seguir, são apresentados sete motivos pelos quais se convenceu de que o filme vale a pena, que podem também convencer o internauta a sair da frente do computador e ir ao cinema mais próximo. Longe de parecer uma mera propaganda gratuita, o texto sobre o filme de Walter Sales e Daniela Thomas traz argumentos de várias áreas, como elogios a fotografia e atuação dos atores, estrutura da narrativa e da filmagem, o tema e outros – todos embasados com um conhecimento prévio do assunto.</p>
<p>4) Para desabafar. A frustração em blogs pode se manifestar de diversas formas. Torero optou pela enumeração para apontar as falhas no jogo entre Brasil e Bolívia, em &#8220;O jogo dos sete erros&#8221; (Blog do Torero, 11/09/2008). A legitimização dos argumentos se dá pela voz do jornalista esportivo Torero. É como se os argumentos de uma conversa de bar, mesmo sendo idênticos ao utilizado por Torero, perdessem a importância caso não sejam publicados pela mídia. Embora o texto tenha sido veiculado em um blog, é o blog de um jornalista esportivo, o que garante uma certa legitimização às opiniões.</p>
<p>5) Para analisar o desempenho brasileiro nas Olimpíadas. De A a Z, Torero dá seu parecer sobre como o Brasil se portou em Pequim, em &#8220;ABC das Olimpíadas&#8221; (Blog do Torero, 18/08/2008). Ao mesmo tempo que conseguiu juntar muitas informações em um texto só, sem deixá-lo cansativo, Torero deu uma nova roupagem ao que temos como um texto esportivo (em umas das colunas na Folha de São Paulo, o próprio jornalista brinca com a mesmice das matérias esportivas, ao escrever um texto que pode ser aplicado a diferentes jogos, em todo Brasil).</p>
<p>6) Para explicar uma rodada de futebol. Novamente, o trunfo é conseguir juntar várias informações em um texto só, sem parecer pretensioso demais. Em &#8220;Léxico da rodada&#8221; (Coluna Folha de S. Paulo, 22/04/2003), Torero usa palavras, de A a Z, para dar sua opinião sobre os jogos. Ao lado de cada vocábulo, há a definição, como num dicionário, seguida de uma breve explicação do uso de cada palavra. Nos exemplos está a análise que o jornalista fez sobre os times.</p>
<p>7) Para classificar. As vitórias são sempre iguais, diz Torero. Para diferenciá-las, ele faz classificações sobre tipos de vitória, comparando cada um com recheios de sanduíche em &#8220;Vitórias e Sanduíches&#8221; (Folha de S. Paulo, 22/10/02). São seis divisões, com explicações sobre o que consiste cada uma e com o resultado dos últimos jogos de futebol. Além disso, há também tipos de propaganda, que Torero defende, em tom de brincadeira, como o motivo pelo qual existem as Copas do Mundo. &#8220;Os queijos, os ratos e as ratoeiras&#8221; (Folha de S. Paulo, 12/06/02) traz quatro tipos de propaganda, que, assim como os queijos, têm presença mais marcante ou não.</p>
<p>8 ) Para dizer o mesmo. O jornalismo não pode ser redundante, certo? É preciso ser objetivo sempre, como é ensinado nas faculdades de jornalismo, não é mesmo? Para Torero, não necessariamente. Por nove vezes, foi escrito o mesmo: Luís Fernando cruzou para Trindade, que cabeceou a bola e fez um gol, com diferenças dos narradores do fato. Este texto curioso foi publicado na coluna da Folha de S. Paulo do dia 30/07/2002.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/discutindocomtorero.wordpress.com/215/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/discutindocomtorero.wordpress.com/215/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/discutindocomtorero.wordpress.com/215/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/discutindocomtorero.wordpress.com/215/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/discutindocomtorero.wordpress.com/215/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/discutindocomtorero.wordpress.com/215/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/discutindocomtorero.wordpress.com/215/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/discutindocomtorero.wordpress.com/215/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/discutindocomtorero.wordpress.com/215/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/discutindocomtorero.wordpress.com/215/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/discutindocomtorero.wordpress.com/215/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/discutindocomtorero.wordpress.com/215/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/discutindocomtorero.wordpress.com/215/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/discutindocomtorero.wordpress.com/215/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=discutindocomtorero.wordpress.com&amp;blog=4652881&amp;post=215&amp;subd=discutindocomtorero&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://discutindocomtorero.wordpress.com/2008/11/26/os-propositos-de-enumerar/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
	
		<media:content url="http://1.gravatar.com/avatar/73495b149dde27b18a171a7f0448c4bb?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">vmaeji</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://discutindocomtorero.files.wordpress.com/2008/11/numeros.jpg?w=300" medium="image">
			<media:title type="html">numeros</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>A Vagina de Torero</title>
		<link>http://discutindocomtorero.wordpress.com/2008/11/26/a-vagina-de-torero/</link>
		<comments>http://discutindocomtorero.wordpress.com/2008/11/26/a-vagina-de-torero/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 26 Nov 2008 18:30:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vandsonlima</dc:creator>
				<category><![CDATA[Torero Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[audiovisual]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[paródia]]></category>
		<category><![CDATA[vagina]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://discutindocomtorero.wordpress.com/?p=204</guid>
		<description><![CDATA[“Basicamente, era um programa de entrevistas com convidados, digamos, incorpóreos&#8230;como o amor, a pizza ou a morte. Ou até eu mesmo. O programa não tinha verba, então saia mais barato do que trazer celebridades.” José Roberto Torero É Torero, não adianta negar que a declaração acima é sua sim – e a minha fonte é [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=discutindocomtorero.wordpress.com&amp;blog=4652881&amp;post=204&amp;subd=discutindocomtorero&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://discutindocomtorero.wordpress.com/2008/11/26/a-vagina-de-torero/"><img src="http://img.youtube.com/vi/my3NhhIaZ5w/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p>“Basicamente, era um programa de entrevistas com convidados, digamos, incorpóreos&#8230;como o amor, a pizza ou a morte. Ou até eu mesmo. O programa não tinha verba, então saia mais barato do que trazer celebridades.” José Roberto Torero</p>
<p>É Torero, não adianta negar que a declaração acima é sua sim – e a minha fonte é confiável, idônea e sem fins lucrativos, sendo, no caso&#8230;eu mesmo, presente em uma palestra sobre crônicas, onde o outro convidado era o Marcelo Rubens Paiva, em 2006, na ECA/USP.</p>
<p>Parte da série Cantos Gerais, do Canal Brasil, o Canto do Torero de fato tinha (o programa ainda existe, mas a participação de Torero é de 2005) produção mínima: cenário minimalista, duas poltronas e um fundo vermelho, com Torero à esquerda e o “convidado”, que pode ser uma barbie, a morte ou a vagina à direita.</p>
<p>Numa espécie de paródia de talk-show, o que se percebe ali é, em verdade, uma maneira enviesada de Torero encarar as câmeras. O diálogo ali exposto nada mais é do que um texto, em moldes de diálogo e que traz ao expectador uma inversão de papéis engenhosa. Pense: se Torero é quem escreve o texto, são dele as idéias que ali circulam através do “entrevistado”. Só que, ao vestir a persona de repórter, do ser dotado da imparcialidade e curiosidade sobre o que pensa o convidado, cria-se um artifício no qual, em contraponto inclusive à proposta da série (A coluna televisiva do Canal Brasil abre espaço para que personalidades da cena cultural brasileira se expressem livremente sobre assuntos de sua própria escolha, diz a chamada), o autor “não dá a cara pra bater”, inverte os papéis e de lambuja cria um mise en scène absurdo, atraente e&#8230;barato.</p>
<p>No episódio Torero entrevista a Vagina, o diálogo é de tal forma costurado, “encaixado”, que os 3:45 min. de duração do programa se transformam numa sucessão seqüencial de perguntas e respostas abarrotadas de duplos sentidos e trocadilhos infames. Como numa bola levantada com perfeição para o chute – sem goleiro -, cada pergunta dá a deixa para uma resposta sacana, que por sua vez levanta a bola para a tréplica maliciosa, e assim vai.</p>
<p>Em números, são 17 piadinhas e/ou tiradas de cunho sexual distribuídas em 225 segundos, mais ou menos uma a cada 13 segundos.</p>
<p>Representada por um pedaço de manequim de loja acrescido de um naco de peruca, que faz as vezes de uma vasta penugem negra, a vagina é entrevistada com status de agente histórico: é por causa dela que os homens lutam, morrem, criam grandes invenções e põem seus dotes artísticos para funcionar. Ela, a coisa mais desejada pelos homo sapiens (“e por algumas mulheres sapiens também!”), a mola propulsora no desenvolvimento da sociedade. Que fica irritada (olha o trocadilho) com depilação, que finalmente recebeu vistas como obra de arte (antes só recebia os artistas), a porta de entrada no mundo para todos nós, do cara que escreve este texto ao entrevistador.</p>
<p>Não creio que a intenção de Torero tenha sido a de discutir o papel da entrevista no jornalismo, nem algo que se assemelhe, em austeridade e cientificismo. Parece sério demais para um texto, com moldes de paródia e corpo de riso, munido de elementos típicos das narrativas do autor: alusão histórica, foco no personagem secundário (ou no caso, no ente-não-animado, ainda que para a vagina entrevistada animação não falte, mesmo) e um pé (nunca os dois) na vontade de divertir.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/discutindocomtorero.wordpress.com/204/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/discutindocomtorero.wordpress.com/204/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/discutindocomtorero.wordpress.com/204/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/discutindocomtorero.wordpress.com/204/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/discutindocomtorero.wordpress.com/204/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/discutindocomtorero.wordpress.com/204/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/discutindocomtorero.wordpress.com/204/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/discutindocomtorero.wordpress.com/204/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/discutindocomtorero.wordpress.com/204/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/discutindocomtorero.wordpress.com/204/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/discutindocomtorero.wordpress.com/204/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/discutindocomtorero.wordpress.com/204/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/discutindocomtorero.wordpress.com/204/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/discutindocomtorero.wordpress.com/204/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=discutindocomtorero.wordpress.com&amp;blog=4652881&amp;post=204&amp;subd=discutindocomtorero&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://discutindocomtorero.wordpress.com/2008/11/26/a-vagina-de-torero/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
	
		<media:content url="http://1.gravatar.com/avatar/1ceb78747489881cf7158e3bba57e4a9?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">vandsonlima</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Lelê e os Deuses Gregos</title>
		<link>http://discutindocomtorero.wordpress.com/2008/11/14/lele-e-os-deuses-gregos/</link>
		<comments>http://discutindocomtorero.wordpress.com/2008/11/14/lele-e-os-deuses-gregos/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 14 Nov 2008 21:50:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>febraite</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog do Lelê]]></category>
		<category><![CDATA[deuses]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[Lelê]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://discutindocomtorero.wordpress.com/?p=188</guid>
		<description><![CDATA[  Alguém aqui já teve a oportunidade de conversar com um deus? Digo, pessoalmente, sem reza ou nada que interceda. Pois o Lelê teve, e não apenas com um: ele conversou com cinco. Corrigindo: cinco deuses e uma personagem mitológica. As últimas postagens do Blog do Lelê foram dedicadas à Mitologia Grega. Com aquela linguagem [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=discutindocomtorero.wordpress.com&amp;blog=4652881&amp;post=188&amp;subd=discutindocomtorero&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <a href="http://discutindocomtorero.files.wordpress.com/2008/11/lele2.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-194" title="lele2" src="http://discutindocomtorero.files.wordpress.com/2008/11/lele2.jpg?w=510" alt="lele2"   /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Alguém aqui já teve a oportunidade de conversar com um deus? Digo, pessoalmente, sem reza ou nada que interceda. Pois o Lelê teve, e não apenas com um: ele conversou com cinco. Corrigindo: cinco deuses e uma personagem mitológica.</p>
<p style="text-align:justify;">As últimas postagens do Blog do Lelê foram dedicadas à Mitologia Grega. Com aquela linguagem tipicamente infantil, Lelê nos conta como conversou com pessoas que, na verdade, eram deuses gregos disfarçados. Os deuses escolhidos para essa divertida viagem à Mitologia foram, em ordem de postagens, Hermes, Poseidon, Atena, Ártemis e Ariadne.</p>
<p style="text-align:justify;">Os deuses são postos em situações humanas, todos eles têm emprego e entram no cotidiano de Lelê por mero acaso. As profissões estão sempre relacionadas à personalidade de cada deus. Hermes, o deus mensageiro, é um carteiro. Poseidon, deus dos mares, vira salva-vidas na praia. Atena, a deusa da sabedoria, trabalha em uma livraria e Ártemis é veterinária, graças aos dotes com os animais. Já Ariadne, a inteligente mulher de Creta que deu a brilhante idéia a Teseu para que saísse do labirinto do Minotauro usando um novelo de lã, é vendedora de roupas.</p>
<p style="text-align:justify;">É num texto leve e divertido que conseguimos aprender sobre as histórias dos deuses gregos e seus momentos mais marcantes. Vemos, da boca dos deuses, como eles explicariam para uma criança histórias totalmente adultas e muitas vezes até cruéis, como quando Orion tenta possuir Ártemis a força e é atacado por um escorpião gigante, ou quando o ciclope filho de Poseidon (e devorador de homens) é cegado pela lança de Odisseu. Torero faz isso sem que as histórias fiquem suavizadas demais ou percam a característica forte que é típica da Mitologia grega. Ao mesmo tempo, Lelê faz comentários que qualquer criança faria escutando narrativas como aquela, como por exemplo falando &#8220;Aica&#8221; nos momentos em que acha algo dolorido ou nojento; ou quando fala para Atena (que foi quem inventou a oliveira) que gosta de azeite na salada e também quando comenta para Poseidon (tido como um dos deuses mais cruéis): &#8220;Pô, o senhor é meio mau.&#8221; Detalhes bizarros dos mitos gregos são contados de forma tão natural que ficam engraçados. Lelê não se conforma, por exemplo, quando Atena conta que saiu da cabeça de Zeus.</p>
<p style="text-align:justify;">Algo que torna as postagens bem ricas em conteúdo é o fato das narrativas contadas pelos deuses não serem resumidas a ponto de só ficarmos sabendo da historia superficialmente. Vários fatos e detalhes são mencionados, até mesmo histórias não tão conhecidas, como o fim da saga de Teseu, quando Ariadne é abandonada numa ilha e casa-se com Dionísio. Isso torna o texto interessante tanto para quem conhece os deuses gregos quanto para quem nunca ouviu falar deles. Quem gosta de Mitologia lê e anseia para ver como o garotinho e a personagem vão contar aquele trecho da lenda do mito. Quem não conhece fica interessado para saber como terminam as histórias.</p>
<p style="text-align:justify;">Sem contar que não temos apenas narrativas sendo relatadas. Temos traços da cultura grega, explicações divinas para a origem de objetos como a lira ou árvores como a oliveira, costumes antigos de festas em homenagem aos deuses.</p>
<p style="text-align:justify;">Vários detalhes físicos de cada deus também são postos de maneira muito original. Hermes, por exemplo, tinha um decalque de asinhas no capacete, que lembra as asas que a estátua de Hermes tem na cabeça. Atena tinha um broche de coruja na roupa que usava, sendo a coruja o símbolo da deusa da sabedoria.</p>
<p style="text-align:justify;">Como crítica, apenas uns erros de digitação. Como quando Lelê diz que queria ser &#8220;<em>uma </em>menino-deus&#8221; ou quando Ártemis disse que Orion não conseguia &#8220;<em>feriar</em> a carcaça do escorpião&#8221;. Mas, pelo fato de ser um blog, pequenos erros de digitação são normais e completamente relevantes, não prejudicando em nada a qualidade das postagens.</p>
<p style="text-align:justify;"> Um detalhe interessante: a idéia de falar sobre Mitologia foi dada por Gabriel, um garoto que ganhou a eleição feita no Blog do Lelê. Quem vencesse a eleição seria o vereador da &#8220;Lelelândia&#8221; e poderia escolher sobre o que seriam os textos da próxima semana. Não podia ter escolhido melhor!</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/discutindocomtorero.wordpress.com/188/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/discutindocomtorero.wordpress.com/188/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/discutindocomtorero.wordpress.com/188/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/discutindocomtorero.wordpress.com/188/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/discutindocomtorero.wordpress.com/188/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/discutindocomtorero.wordpress.com/188/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/discutindocomtorero.wordpress.com/188/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/discutindocomtorero.wordpress.com/188/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/discutindocomtorero.wordpress.com/188/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/discutindocomtorero.wordpress.com/188/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/discutindocomtorero.wordpress.com/188/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/discutindocomtorero.wordpress.com/188/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/discutindocomtorero.wordpress.com/188/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/discutindocomtorero.wordpress.com/188/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=discutindocomtorero.wordpress.com&amp;blog=4652881&amp;post=188&amp;subd=discutindocomtorero&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://discutindocomtorero.wordpress.com/2008/11/14/lele-e-os-deuses-gregos/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
	
		<media:content url="http://1.gravatar.com/avatar/70d8eee7818d30fa6696ed46cdb58286?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">febraite</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://discutindocomtorero.files.wordpress.com/2008/11/lele2.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">lele2</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Sobre Teorias Estúpidas I</title>
		<link>http://discutindocomtorero.wordpress.com/2008/10/28/sobre-teorias-estupidas-i/</link>
		<comments>http://discutindocomtorero.wordpress.com/2008/10/28/sobre-teorias-estupidas-i/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 28 Oct 2008 12:57:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>febraite</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[humor]]></category>
		<category><![CDATA[morte]]></category>
		<category><![CDATA[teorias estúpidas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://discutindocomtorero.wordpress.com/?p=168</guid>
		<description><![CDATA[Em suas crônicas, Torero possui algumas intituladas “Teorias Estúpidas”, uma série de oito crônicas em que o autor divaga sobre teses interessantes acerca de várias coisas. Logo no início da Teoria Estúpida I, Torero já admite que o papel do humor em seus textos servem não apenas para divertir, mas para fazer o leitor se [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=discutindocomtorero.wordpress.com&amp;blog=4652881&amp;post=168&amp;subd=discutindocomtorero&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em suas crônicas, Torero possui algumas intituladas “Teorias Estúpidas”, uma série de oito crônicas em que o autor divaga sobre teses interessantes acerca de várias coisas. Logo no início da Teoria Estúpida I, Torero já admite que o papel do humor em seus textos servem não apenas para divertir, mas para fazer o leitor se sentir motivado a ler aquelas informações e, consequentemente, ter uma maior aceitação. Com o perdão do trocadilho, o texto humorístico, por incrível que pareça, parece ser mais levado a sério pelos leitores. O “levado a sério” que me refiro é ser lido por inteiro, e consequentemente ter as idéias absorvidas, nem que seja para criticas ou aceitação. E não é justamente isso que um jornalista quer? Ter seus textos lidos?</p>
<p>A primeira frase da Teoria I remete à todas as outras 7 crônicas e explica o objetivo desses textos:</p>
<p><span><span>“Tenho algumas teorias muito estúpidas, as quais jamais teria coragem de contar a um adulto. Porém, como esta coluna é um espaço dedicado ao humor posso contá-las aqui sem que tenha comprometida minha imagem, pois, se o leitor apreciá-las, muito que bem, se achá-las estúpidas, digo que são apenas humor.”</span></span></p>
<p><span><span>Nessa frase, Torero também lembra como os adultos tem a cabeça mais limitada para aceitar algumas idéias ou hipóteses. Uma criança daria mais créditos às divagações do autor, no caso delas serem contadas seriamente. É interessante o link dessa afirmação do autor ao Blog do Lelê, onde Torero usa dessa imagem e abertura infantil para transmitir pensamentos que normalmente adultos não se dispõem a ter.</span></span></p>
<p><span><span>Nessas Teorias Estúpidas, portanto, Torero usa a crônica humorística como ferramenta de escape, no caso de um adulto realmente achar a teoria estúpida, e coloca isso no título para que os leitores sintam-se livres pensando que não estão lendo coisas sérias. Daí, quando acabamos a crônica, ficamos com aquela cara de quem leu algo engraçado, mas não está só rindo: está, na verdade, pensando na teoria e vendo que não é tão estúpida assim. É essa a forma que Torero usa para nos atingir. E funciona muito bem.</span></span></p>
<p><span><span>Agora, vamos à primeira teoria.<span>  </span>A &#8220;Teoria Estúpida I&#8221; acredita que nós não existimos, o que existe é nossa história. Ou melhor: existimos como pessoa por muito pouco tempo, mas, como história, poderemos existir pela eternidade. O primeiro exemplo usado é de Napoleão, que nunca será visto como uma pessoa real, mas como o famoso general.</span></span></p>
<p><span><span>É fácil entender essa teoria se pensarmos sempre em personagens que marcaram: Napoleão, como dito, Joana D’arc, Hitler. Porque não dizer Jesus, Buda e Maomé? Foram pessoas, até onde se sabe. E aqui podemos listar milhares de outros nomes que, fazendo algo bom,notável, muito ruim ou engraçado, ficaram na história.</span></span></p>
<p><span><span>Mas e a gente? Ignorando a possibilidade de você leitor vir a ser um presidente como Getúlio, um artista como Elvis ou qualquer outra coisa que revolucione ou fique marcado por todo o mundo, como você pode viver como história depois da sua breve passagem terrena? Torero explica que não precisa ser herói ou vilão para ser lembrado. Até pessoas da nossa família, que já se foram, ainda são recordadas por fatos e eventos interessantes, ou pela própria personalidade. De uma forma ou outra, falarão de nós depois da nossa morte, provavelmente logo depois dela. O que fica de nós, portanto, não é necessariamente o que somos, mas o que os outros acham que somos, que é o que será contado.</span></span></p>
<p><span><span>Porém, uma crítica à teoria: como pessoas comuns, seremos sim lembrados por nossos netos ou até bisnetos. Mas e depois? Quantas gerações de nossa família terão lembranças de nós? É fácil lembrarmos histórias sobre nossos avós, ou até bisavós. Mas não nos é contado muita coisa sobre nossos tataravós ou quem veio antes deles. Isso leva a crer que podemos sim ser lembrados, sem precisarmos ser alguém mundialmente conhecido. Mas, se não fizermos nada que faça com que nossa imagem viva para além de nossos bisnetos, a vida útil de nossa história não será tão longa assim. Com certeza mais longa que nossa vida carnal, mas nem de perto podemos usar a palavra “eternidade” que Torero usa no início. </span></span></p>
<p><span><span>Torero ainda fala que, uma das maneiras de ficar gravado é morrer jovem, tragicamente ou “na hora certa”. Com frases engraçadas (como dizer que foi perfeito Tancredo morrer exatamente no momento que o povo se emocionava com o retorno da vida civil) e exemplos interessantes, ele nos convence de que realmente é nossa história que fica. <span> </span></span></span></p>
<p><span><span>No parágrafo final, Torero volta a citar a criança, dizendo que a conclusão que chega é devemos “encarar a vida com o mesmo capricho de uma criança que faz suas primeiras letras no seu caderno de caligrafia”. O fim traz mensagens bonitas e profundas, que não combinam com o adjeitvo “baboseira” que o próprio autor cita no mesmo parágrafo. Mas, como dito, as baboseiras que não são baboseiras é que serão mais facilmente ouvidas. Seria esse o método que Torero encontrou para ser lembrado depois de sua morte? </span></span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/discutindocomtorero.wordpress.com/168/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/discutindocomtorero.wordpress.com/168/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/discutindocomtorero.wordpress.com/168/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/discutindocomtorero.wordpress.com/168/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/discutindocomtorero.wordpress.com/168/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/discutindocomtorero.wordpress.com/168/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/discutindocomtorero.wordpress.com/168/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/discutindocomtorero.wordpress.com/168/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/discutindocomtorero.wordpress.com/168/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/discutindocomtorero.wordpress.com/168/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/discutindocomtorero.wordpress.com/168/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/discutindocomtorero.wordpress.com/168/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/discutindocomtorero.wordpress.com/168/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/discutindocomtorero.wordpress.com/168/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=discutindocomtorero.wordpress.com&amp;blog=4652881&amp;post=168&amp;subd=discutindocomtorero&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://discutindocomtorero.wordpress.com/2008/10/28/sobre-teorias-estupidas-i/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
	
		<media:content url="http://1.gravatar.com/avatar/70d8eee7818d30fa6696ed46cdb58286?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">febraite</media:title>
		</media:content>
	</item>
	</channel>
</rss>
